Trilhos ferroviários: conceitos e características
Partes e funções O trilho é composto por 3 partes: boleto, alma e patim. O Boleto é onde ocorre o contato da roda com o trilho, portanto é a parte que recebe primeiro toda a carga do veículo ferroviário e que sofre mais desgaste. Devido a isso, os engenheiros desenvolveram técnicas para aumentar a dureza do boleto. O método mais comumente adotado é o tratamento térmico, ou resfriamento controlado, do boleto. Já a Alma é a parte mais estreita do trilho, fazendo a ligação do patim com o boleto. Por causa da sua forma, a alma fica responsável pela resistência à flexão vertical do trilho. Assim, quanto maior sua altura, maior a capacidade de carga do trilho. O Patim é a área inferior achatada do trilho e tem a função de distribuir a pressão ao dormente e de receber a fixação. Tal parte fica confinada pela placa de apoio, garantindo a restrição ao movimento do trilho.
Classificação dos trilhos em função do peso próprio Os trilhos podem ser classificados em função do seu peso próprio, sendo que cada padrão de trilho possui características geométricas diferentes. É válido dizer que, às vezes, um mesmo padrão geométrico pode possuir diferentes qualidades físico-químicas. Em relação ao peso próprio temos a seguintes classificações segundo à UIC (Union Internationale des Chemins de Fer): S41 – 41 Kg/m S54 – 54 Kg/m S60 – 60 Kg/m Já na classificação dada pela AREMA (American Railroad Engineering and Maintenance-of-Way Association) o peso próprio é dado em lb/jardas, originando seus nomes: 90 ARA-A – 90 lb/jardas 115 RE – 114,7 lb/jardas 136 RE – 136,2 lb/jardas A UIC e a AREMEA são os principais padronizadores de trilhos e de outros temas ferroviários no mundo, sendo que o primeiro é europeu e o segundo americano. As nomenclaturas nacionais de cada perfil de trilho têm pequenas diferenças em relação às nomenclaturas internacionais, no entanto, os perfis são os mesmos. É importante destacar aqui o porquê de existir diferentes tipos de trilhos. Isso se da pelo fato de que, antigamente, as cargas transportadas pelos vagões e os próprios vagões eram muito menores, logo havia a necessidade de trilhos com uma resistência muito menor do que se exige hoje. Sendo assim, os trilhos foram evoluindo para atender os diferentes pesos de cargas transportadas.
Classificação dos trilhos em função de sua composição e tratamento térmico
